segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

SAL ROSA DO HIMALAIA


Em um "amigo oculto" de final de ano ganhei uma barra de sal rosa do Himalaia. Não conhecia.

A pessoa que me presenteou disse que se tratava de uma especiaria de sabor intenso e especial. Procurei me informar.

Ainda não o utilizei mas as informações que consegui já me deixaram com algumas idéias...


SAL ROSA DO HIMALAIA

Existem mais de 300 variedades de sal, que são divididos em dois grupos: o marinho e o de rocha. O primeiro se origina da evaporação da água do mar e o segundo é retirado de minas subterrâneas que surgiram quando antigos lagos ou mares secaram.
Do ponto de vista nutricional, o sal é uma grande fonte de sódio, mineral fundamental na regulação do volume de líquido no corpo, na condução de impulsos nervosos e na contração muscular. No entanto, o sódio também é abundante na maioria dos alimentos naturais. Assim, é adicionado aos alimentos mais pela satisfação do paladar do que por uma real necessidade do organismo.Em sua longa presença em nosso cotidiano, estimada em 10 mil anos, o sal já foi fundamental na conservação de alimentos, aplicado em rituais religiosos e é insubstituível em grande parte das receitas.
De importância histórica, o sal esteve envolvido em momentos marcantes, como por exemplo "A Marcha do Sal".A Marcha do Sal ou Satyagraha do sal, foi um ato de protesto contra as proibições de extração de sal pelos indianos, em 1930, impostas pelos britânicos. Mahatma Gandhi caminhou junto com muitos seguidores quase 400 quilômetros em 25 dias em direção ao litoral, para pegar um pouco de sal para si. Este foi um dos muitos movimentos na luta de Gandhi pela libertação da Índia do domínio britânico e também mostra a importância do sal para os homens.
No passado, devido à inexistência de refrigeradores, este mineral foi amplamente usado para conservar alimentos e acabou se tornando o condimento mais utilizado no mundo.
Produzido no Nepal e China, o sal do Himalaia vem de uma reserva natural, aos pés da Cordilheira. Na Era Paleozóica, há cerca de 250 milhões de anos, um mar localizado na região foi o responsável pela alta concentração de minerais nesta matéria-prima. A iguaria – de textura mais fina e sabor suave – é ideal para salgar peixes e saladas. É o mais puro e dito como o melhor do mundo.
O lindo tom vem das dezenas de minerais presentes, além do dominante cloreto de sódio. O ferro lhe dá o toque avermelhado, enquanto o manganês forma o laranja, resumindo-se num salmão brilhante. Quando triturado, tem textura e sabor quase iguais aos do sal comum. De agradável textura apresenta toque metálico, sabor agradável e suave. Assim, vale pelo estado puro e pelo colorido. Como a flor de sal, é iguaria para finalização, de preferência para se pôr à mesa.
Sirva sobre azeite, manteigas, cremes, carnes e peixes grelhados ou qualquer prato mais gorduroso que aguado para que este não se dilua rapidamente.


ARROZ CARRETEIRO


A boa comida não precisa ser sofisticada e muito menos utilizar ingredientes caros ou de difícil acesso. Boas preparações na maioria das vezes tem ingredientes simples e baratos. Assim trago hoje minha receita de arroz de carreteiro.

O arroz de carreteiro é tão típico como o churrasco para o gaúcho. A origem do arroz de carreteiro é simples como o seu preparo. Os peões que levavam as tropas de gado usavam o charque (carne salgada) em suas idas e vindas, como alimento não perecível, e junto com o arroz abundante na região sul, preparavam essa refeição tradicional.

Não existe "a receita" de carreteiro, pois assim como o churrasco, cada um prepara o arroz com charque de maneira própria. A simplicidade é a tônica principal, muito tempero, legumes, enfeites e outros aditivos descaracterizam esse prato básico da culinária campeira.

Ingredientes:
  • 100g de bacon em cubinhos
  • ½ xícara (chá) de azeite
  • 1 Kg de carne-seca dessalgada e desfiada (a carne seca deve ser dessalgada de véspera, preferencialmente em água gelada, trocando a água a cada quatro a seis horas)
  • 300 g de linguiça fresca
  • 2 cebolas picadas
  • 2 dentes de alho picados2
  • ½ xícaras (chá) de arroz (usei o carnaroli porque eu o tinha guardado uma quantidade, mas pode ser usado o arroz comum)
  • 5 xícaras (chá) de água fervente
  • 5 tomates picados sem pele e sementes
  • ½ xícara (chá) de salsa picada
  • Sal e pimenta do reino quanto baste
Coloque o bacon em uma panela grande, de preferência de ferro, leve ao fogo e deixe que frite na própria gordura até dourar. Acrescente metade do azeite, espere aquecer e junte a carne-seca desfiada e a linguiça picada em pedaços. Deixe fritar até que comece a dourar. Adicione a cebola e o alho, deixe fritar por mais alguns minutos. Comece a colocar água quente aos poucos, sempre mexendo, até que a carne cozinhe e fique macia. Reserve.

Em outra panela, coloque o restante do azeite e do arroz, leve ao fogo e deixe fritar por alguns minutos. Acrescente os tomates, sal, e refogue mais um pouco. Adicione água quente até cobrir o arroz, abaixe o fogo e deixe cozinhar com a panela tampada. Tempere com sal e pimenta a gosto. Com o arroz já quase cozido misture a carne e a linguiça reservadas e termine o cozimento, neste ponto se necessário corrija ou não o tempero. Polvilhe com salsinha e sirva.

Simples mas um deleite... Bom apetite ...

sábado, 28 de janeiro de 2012

PRECE DO BORDALÊS



Por um acaso, encontrei-me hoje com um antigo ditado popular francês. Achei-o equilibrado e atraente tal como o Mouton Cadet Rouge 2008, já na minha adega e no ponto para degustação harmonizado com uma paleta de cordeiro!
Em breve a receita da paleta de cordeiro com ervas...

"Priere du Bordelais -
Mon Dieu...
Donnez moi la santé pour longtemps
De l'amour de temps en temps
Du boulot, pas trop souvent
Mais du bordeaux tout les temps."


TRADUÇÃO:
Prece do Bordalês
Meu Deus...
Dê-me a saúde por muito tempo
Amor de vez em quando
Trabalho, não muito assíduo
Mas Bordeaux todo o tempo.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

O Ganso Marisco...


Vi esta resenha no site da Revista Zelo, www.revistazelo.com.br. Achei o livro extremamente interessante com algumas curiosidades a respeito da gastronomia...

"Reunir em um único livro culinária, história e bom humor não é uma das tarefas mais fáceis. Porém, Breno Lerner (foto à direita) o faz com habilidade em “O Ganso Marisco e outros papos de cozinha”, da Editora Melhoramentos. O autor, que não se intitula um cozinheiro, apenas um contador de histórias que aprendeu a cozinhar para melhor ilustrá-las, apresenta uma obra primorosa com 36 contos desvendados de forma agradável e divertida, permitindo ao leitor conhecer e entender um pouco melhor o que se come e por quê. Ainda que não se prponha ao rigor científico, a obra possui riquezas de detalhes adquiridos por meio de muita pesquisa ao longo de 15 anos, das viagens de Breno pelo mundo e de sua paixão pela culinária. Embora não seja um livro de receitas, Lerner oferece algumas exclusivas, dignas dos deuses.
Mas, afinal, que ganso é esse marisco? O que foi servido na última ceia do Titanic? E o último baile do Império, como acabou? Como se alimentavam os marinheiros das grandes navegações, muito antes da descoberta da geladeira e do microondas ou mesmo a grande estrela de Hollywood, Marilyn Monroe? Qual a relação de Eça de Queirós com a a gastronomia histórica a ponto de, em toda a sua obra, citar jantares 560 vezes, almoços, 232 e ceias, 176? Quem reduziu o boi a cubinhos, que hoje ganham a preferência da maioria das donas de casa? O primeiro livro de receitas, a primeira receita escrita conhecida e algumas outras histórias bem curiosas também podem ser conferidas no livro. Basta começar a ler O Ganso Marisco para não conseguir parar antes da página 231.
Já no primeiro capítulo é possível entender um pouco do que possivelmente foi um dos primeiros livros de receitas do mundo. Há mil anos, a cultura da gastronomia era quase uma obsessão entre os governantes persas, que promoviam torneios culinários e disputas de receitas. Diante disso, o príncipe de Alerpo, Saif al-Dawlah al-Hamdani encomendou ao poeta Abu Muhammad al-Muzaffar ibn Sayyar um livro que descrevesse a riqueza gastronômica da época. O apanhado reuniu receitas de palácios, príncipes e de todo mundo que importava, denominando-se, assim, o primeiro livro oficial de receitas. E como não poderia faltar, o autor presenteia o leitor com a receita preferida de Harun al-Rashid, grande califa de Bagdá, a “Mulahwajah”, que pode ser conferida na íntegra na página 15.
E se no mundo atual a variedade de dietas é imensa, já imaginou como seria a dieta da bíblia? O autor sugere que o “criador” preferia um regime mais, digamos, vegetariano naquela época e descreve, embasado em capítulos da própria bíblia, que no princípio os vegetais eram predominantes. E que, com o passar dos anos e os percalços da humanidade como o dilúvio, por exemplo, o homem passou a consumir carne. Um destaque é o Livro de Daniel da bíblia, que é citado por Breno e mostra sua curiosa história e como ele foi considerado sábio pelo imperador Nabucodonosor por apenas se alimentar com legumes e água por dez dias, ficando mais corado e saudável que os demais.
Agora, em se tratando de ganso, mais especificamente o marisco, que dá nome ao livro, vale mencionar que Breno escolheu tal título por considerar uma das histórias mais divertidas e curiosas. Este ganso, também conhecido como ganso das faces brancas, é uma ave que vive nas regiões árticas e migra no inverno para as costas da Inglaterra, Escócia e Irlanda a fim de procriar e se alimentar. Por ter hábitos muito diferentes, uma lenda acabou sendo gerada em torno desta ave. Dizia-se que ela nascia em árvores à beira-mar ou em troncos flutuantes e quando estava com o corpo já formado caía na àgua e saía nadando ou voando. Esta lenda foi tão longe que até padres na época permitiam que seus fiéis comessem o ganso marisco nos períodos de abstinência da carne.
Em “O Ganso marisco e outros papos de cozinha” é possível, ainda, passear por diversos restaurantes antigos e suas histórias. O autor faz um panorama geral, , com endereços e suas especialidades de acordo com a sua data de abertura, como o austríaco Stiftskeller St. Peter do ano de 803, Ma Yu Ching, da China de 1153, Albergue dos Viajantes, do Brasil de 1599, entre outros que ficarão registrados para sempre na memória. Quase todos funcionam até hoje.
E, para finalizar, Lerner oferece ao leitor um curioso, rápido e pequeno dicionário histórico-culinário seguido de um glossário de palavras judaicas presentes em seu quarto livro, além de índice de receitas.

“O Ganso Marisco e outros papos de cozinha” chega em papel e e-book na plataforma e-pub, que pode ser lida em qualquer dispositivo."

Feijoada tradicional.

A pedido do amigo Norberto Machado, grande gaúcho de coração dividido também entre a França e Minas Gerais, segue a receita da feijoada. Coloquei a receita
tradicional. Essa quantidade serve de 06 a 08 pessoas.

Agora mãos à obra e bon appétit!

Ingredientes
200 gramas de carne seca bovina
200 gramas de costela de porco salgada, ou defumada
200 gramas de pé de porco salgado
100 gramas de rabo de porco salgado
100 gramas de orelha de porco salgada
150 gramas de lombo de porco defumado ou salgado
100 gramas de paio
100 gramas de linguiça portuguesa
100 gramas de língua de boi defumada
50 gramas de bacon
900 gramas de feijão preto
200 gramas de cebola picada (para o tempero do feijão)
100 gramas de alho picado (para o tempero do feijão)
6 folhas de louro (para o tempero do feijão)
2 laranjas com casca (bem lavadas)

Modo de preparo
Limpar bem as carnes salgadas. Retirar o excesso de gorduras, nervos,
e pêlos. Colocar as carnes de molho em água fria por 24 horas,
trocando-a de três a quatro vezes durante o período.

Ferver as carnes salgadas em peças inteiras, durante 20 minutos.
Descartar a água da fervura. Colocar então as carnes para cozinhar de
forma definitiva, já com o feijão, as folhas de louro e as laranjas
cortadas em metades, na seguinte ordem: carne seca, pé e orelha. Meia
hora depois, a língua, o rabo e a costela, e após meia hora, juntar o
lombo, a linguiça, o paio e o bacon. Durante o cozimento, retirar a
gordura que for subindo à superfície.

Em uma frigideira, dourar a cebola e o alho em óleo. Juntar à panela
do cozimento junto das últimas adicionadas, retirando antes as metades
das laranjas, que já ajudaram a cortar a gordura das carnes. Após duas
horas de fogo, testar o cozimento das carnes com o garfo, uma vez que
nem todas chegam ao grau de maciez ao mesmo tempo. Retirar e reservar
aquelas que já estiverem no ponto.

Quando todas as carnes estiverem prontas, cortá-las em pedaços
pequenos. Em seguida, retornar as carnes para a panela e cozinhar
junto do feijão por outros 15 minutos em fogo brando.

Para acompanhar arroz branco, couve refogada, rasgada em pedaços,
farofa e laranja. Não acrescentei pimenta. Para quem gostar de sabores
picantes sugiro um molho tipo Tabasco para acompanhar.

Em breve, farei a receita e postarei as fotos com o passo a passo.

domingo, 15 de janeiro de 2012

Domingo...













Aprendi que normalmente a simplicidade traz resultados surpreendentemente saborosos, assim seguem o confit de legumes e a fritatta deste domingo.







A fritatta não é nada mais do que uma omelete! A que fiz utilizei uma base de espaguete com legumes, que após cozidos acrescentei seis ovos batidos e deixei cozinhar... Simples, rápido e de sabor maravilhoso!







O confit então... Uma base de cebolas finamente picadas, com azeite, com tomate, abobrinha italiana e berinjela. Dispostos em camadas, com sal e pimenta do reino, além de ervas para realçar o sabor. Usei tomilho e alecrim. Após montados foram levados ao forno a 180 graus por cerca de 15 a 20 minutos!














DELEITEM-SE!!!

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

A mais improvável entrada!
















Ingredientes impensáveis, sabores diversos! Criação do Chef e amigo Edgard Castro e repetida à perfeição! Utilizei jiló, cebola, pimentão, pepino, berinjela, tomate italiano, folhas de hortelã, com gotas de limão siciliano, sal e pimenta do reino a gosto, azeite e uma fatia de pão italiano. A princípio sabores tão impensáveis se combinam e formam uma entrada fria, extremamente refrescante, de crocrância e leveza ímpares.

Harmonizado com o vinho branco da uva Sauvignon Blanc, Viña Baron Philippe de Rothschild Reserva Sauvignon Blanc 2009 Valle del Maipo, um chileno branco, de cor amarelo palha, potente, de aromas pronunciados revelando notas cítricas e com toque amadeirado, de final longo.

Espetáculo, pena que como todo pequeno prazer, seu deleite é intenso mas fugaz! Um convite à repetição...